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 DIAMANTINA |
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Em 1713, um grupo liderado por Jerônimo Gouveia que seguia em expedições menores pelos córregos afluentes da região fundou o arraial do Tijuco, que estava localizado entre o córrego Piruruca e Rio Grande, nas Serras de Santo Antônio e São Francisco. Ali havia uma grande quantidade de ouro e o Vale do Tijuco era a área mais rica onde fixaram-se os primeiros povoados em um lugar denominado Burgalhau.
A arraial do Tijuco ou Tejuco em sua primeira fase anterior ao descobrimento do diamante era caracterizado por pequenas casas baixas, uma capela dedicada à Santo Antônio e uma população flutuante não organizada. O povoado teve seu crescimento em decorrência da descoberta do diamante nos anos vinte do séc. XVIII, possibilitando para o arraial uma transformação diferenciada (Centro Diamantino) o qual possuiu um governo de regime especial e isolado do conjunto da capitania de Minas Gerais, com formas na organização social, econômica e política específicas e únicas comparadas às demais vilas mineiras da época.
Entre 1719 e 1722 a exploração e comercialização dos diamantes eram omissas, pois as autoridades locais visando seus próprios interesses simulavam desconhecimento do fato para a Coroa Portuguesa. No entanto, vários mineradores se interessaram em informar para a Corte Real na intenção de ser reconhecido como o descobridor oficial dos diamantes e em 1729, quase dez anos após o aparecimento das primeiras pedras, foi impossível manter o sigilo. Então, o Governador da Capitania, Dom Lourenço de Almeida enviou uma carta para Portugal e imediatamente a Coroa estabeleceu as medidas de controle para a extração através de Regimento em 1730.
Em 1734 foi criada a Intendência dos Diamantes, onde um regime altamente fiscalizador e rígido era mantido dentro da colônia. O "sistema de livre extração" com o pagamento do quinto vigorou até 1740 quando o "sistema de contrato" foi aplicado permanecendo até 1771 e apresentado através da concessão privilegiada. Foi o período de maior produtividade da economia diamantífera. A partir de 1771, a Coroa encerrou o sistema de contrato e passou a explorá-la por conta própria. Para isso instalou a Real Extração, junta administrativa com poderes absolutos através de um único instrumento legal, o Livro da Capa Verde, dando continuidade à arbitrariedade e opressão política dos contratadores. Contudo, a mineração já se encontrava em decadência, quando foi extinta em 1845, tornando livre o arrendamento das jazidas sob fiscalização da Inspetoria dos Terrenos Diamantino que foi extinta, por sua vez, em 1906.
O arraial do Tijuco foi elevado à vila em 1831, denominado Diamantina, enfraquecendo, desta maneira, o poder arbitrário e ilimitado dos intendentes, pois a região foi isolada e obteve a presença de uma nova autoridade, a Câmara dos Vereadores.
Com a decadência da mineração diamantífera, alguns distritos do município de Diamantina passaram a se dedicar à atividade agrícola de subsistência e, já em fins do século se destacaram as plantações de algodão e viticultura. Atualmente, as indústrias extrativas do diamante, do ouro e da sempre-viva, além da indústria têxtil são consideradas as mais significantes para a economia local. O setor de serviços propicia ao município importantes fontes de renda.
Diamantina assumiu o pólo comercial da região do Alto Jequitinhonha justamente pelo fato de que no passado, no período colonial, além das grandes fortunas acumuladas favorecerem e criarem condições para o desenvolvimento de um comércio rico e variado, o isolamento imposto pela política repressora da Coroa possibilitou sua auto-suficiência comercial, já que o acesso para os demais centros urbanos foi dificultado.
Foi elevada à cidade em 1838 e com o fim da Real Extração em 1845 adquiriu autonomia política-administrativa e a liberdade econômica. Após a construção da Estrada de Ferro Central do Brasil (1914), o acesso a outras cidades foi facilitado.
É importante citar que Diamantina foi marcada por um apuro de vida social diferenciada com refinamento dos costumes além de gosto e padrões de cultura ricos. A concentração de poder e riqueza formou uma elite requintada inigualável nos quadros da sociedade colonial mineira. Os hábitos, imitados da Europa, originaram uma imagem social na música, no teatro e nos elementos de ilustração tipicamente diamantinos. As mulheres conviviam com os homens naturalmente, o que, inclusive, propiciava ao Tijuco famosos bailes e festas.
Apesar do declínio da mineração, a cultura local mantêm-se até os dias atuais manifestadas tanto nas tradicionais festas religiosas ou populares como no patrimônio dos monumentos que possui.
Principais Lugares:
Nome: Basílica do Sagrado Coração de Jesus
Descrição: A construção da Basílica teve início em 1.884 sendo concluída em 1.889. Seus vitrais, que foram trazidos da França no século XIX, são do estilo neo-gótico. Eles representam os quinze mistérios do Rosário de Maria. O décimo sexto é a representação da aparição do Coração de Jesus à Santa Margarida Maria.
Nome: Cachoeira da Toca
Descrição: Distante 5 km da sede do município. Possui queda livre de até 20 metros e poço bastante profundo.
Nome: Cachoeira das Fadas
Descrição: Distante 49km do município com acesso de 10km de asfalto em direção a Belo Horizonte e 39km de estrada de terra em direção ao distrito de Conselheiro Mata.
Nome: Cachoeira do Batatal
Descrição: Distante 14 km da sede do município, local onde se encontram rios encachoeirados com águas cristalinas.
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