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 SÃO JOÃO DEL REY |
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A região do Rio das Mortes foi penetrada pelos bandeirantes, ainda em fins do século XVII. Com as descobertas do ouro em pontos centrais da Capitania, o atual campo das Vertentes tornou-se passagem forçada dos exploradores vindos de Taubaté e do Rio de Janeiro, via Parati, que transpondo a Serra da Mantiqueira, se dirigiam às lavras do Ouro Preto e Rio das Velhas. Esse roteiro, mais tarde caminho velho das Minas, motivou a fixação dos primeiros povoadores na microrregiã.Os bandeirantes já transitavam pelo local rumo ao Itacolomi, quando 1705, descobriram os ricos veios de ouro das serras da atual São João del-Rei.
Antônio Garcia da Cunha repartiu as datas minerais aos interessados, erigindo-se a seguir, o Arraial de Nossa Senhora do Pilar, ou Arraial Novo do Rio das Mortes.Em 8 de dezembro de 1713, o arraial alcançou foro de vila, com o nome de São João del-Rei, em memória a Dom João V reinante na época.Dom Braz Baltazar da Silveira, em 6 de abril de 1714, fixou os limites das primitivas jurisdições das comarcas de Vila Rica, Rio das Velhas e do Rio das Mortes. É bastante expressivo o depoimento de Augusto Saint Hilaire, que visitou a vila por volta de 1820: "A comarca de São João del-Rei compreende cerca de 200 mil almas, sendo por conseguinte a mais populosa das cinco que formam a Província de Minas Gerais, apesar de ser inferior em extensão a duas delas: as de Sabará e Paracatu .
Quando o arraial novo foi elevado a Vila em 1713, foi-lhe delimitado um marco referencial a funcionar como ponto mais importante e de maior concentração Dom Braz Baltazar da Silveira criou a Vila com todas as formalidades legais, levantando o pelourinho no local mais conveniente.
A partir daí São João dei-Rei cresceu tanto em importância como em espaço urbano, ganhando até a metade do século XVII várias edificações de vulto, civis e, principalmente religiosa, que funcionaram como fatores de polarização e de novas construções.A Vila de São João del-Rei, em 1808, já acumulava as funções de centro político da Comarca do Rio das Mortes e de polo do comércio atacadista regional, altamente favorecido pelas vias de escoamento de Minas, que se ligavam ao Rio de Janeiro.
Em intenso tráfego, as tropas que partiam dali levavam para o litoral toucinho, queijos, tecidos de algodão, chapéu de feltro, bois, bestas, galinhas e barras de ouro para vender, e traziam de volta mercadorias européias.
Tornou-se cidade em 6 de março de 1838, e afirmava-se pelo seu amplo desempenho comercial, que, com Barbacena, constituía centro de venda atacadista, operando como empório regional.O ano de 1881 marcou o início de uma fase importante para o Município, com a inauguração, feita pessoalmente pelo Imperador Pedro II, de um trecho da Estrada de Ferro Oeste de Minas, que mais tarde atingia o Rio de Janeiro.
Ampliou e facilitou o tráfego do Vale do Rio das Mortes com as zonas cafeeira e o Rio de Janeiro, por onde escoavam os gêneros do sertão do Oeste.A herança histórico-artistica dos séculos XVIII e XIX é grande riqueza atual de São João del-Rei. Seu acervo arquitetônico, formado por diversas unidades religiosas e civis, foi tombado no ano de 1938, pela secretaria do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, e representa hoje um dos mais importantes conjuntos culturais do País.
Principais Lugares:
Nome: Catedral Basílica de Nossa Senhora do Pilar
Descrição: Construída no início do século XVIII de propriedade da irmandade do Santíssimo Sacramento foi incendiada em 1704 e reconstruída em 1721. É a Basílica de Nossa Senhora do Pilar, padroeira da cidade de São João Del Rei. Seu interior é composto por altares ricamente entalhados, grades de jacarandá, imagens antigas, pratas requintadas, dourados, pinturas notáveis, destaca-se a imagem a de Nossa Senhora do Pilar, "excelsa padroeira de São João Del Rei", cuja devoção veio da Espanha Medieval.
Nome: Casa de Pedra
Descrição: Fácil acesso, caminhada de 1 Km em estrada asfaltada. Gruta natural, que serviu de cenário para o romance histórico Maurício de Bernardo Guimarães.
Nome: Igreja Nossa Senhora das Mercês
Descrição: Essa pequena igreja é um exemplo de refinamento e apuro decorativo. A primitiva igreja foi construída por volta de 1751 e, depois, reconstruída no século XIX.
Nome: Igreja Nossa Senhora do Carmo
Descrição: As primeiras referências sobre sua construção datam de 1734, quando se deu a bênção da capela-mor. As obras se estenderam até 1879.
Nome: Museu de Arte Sacra
Descrição: Localizado na Praça Embaixador Gastão da Cunha, 8, Largo do Rosário.O prédio onde está instalado o museu foi construído em 1737 para abrigar a segunda cadeia pública da então Vila de São João Del Rei, que funcionou neste local. Do prédio antigo foi aproveitado somente a fachada. Fundada em 1974 pelo Bispo Dom Delfim Ribeiro Guedes, pelo Monsenhor Sebastião Raimundo Paiva e pelo Sr. Tancredo de Almeida Neves. Em setembro de 1983 foi fundado o museu, com o apoio da Cia Souza Cruz Ind. e Com. O museu possui um valioso acrervo com cerca de 200 peças do séculos XVII, XVIII e XIX; uma restauradora especializada; música ambiente como músicas clássicas, sacras, barrocas, ou de compositores são joanenses dentre outros; é proibido fotografar no interior do museu; há vendas de cartazes, folhetos e cartões postais.
Nome: Marco da Estrada Real
Descrição: Localizado entre São João del-Rei e Tiradentes, no município de Santa Cruz de Minas, foi inaugurado em 19 de abril de 2003 durante o lançamento oficial do Programa Estrada Real. Ao lado do marco, está localizada a Cachoeira Bom Despacho.
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