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 OURO PRETO |
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O abandono do campo e das indústrias pela corrida do ouro no Brasil uniu-se ao tratado de comércio com a Inglaterra, já que existia um acordo entre Portugal e Inglaterra, sendo que no final do século o ouro brasileiro era absolvido pela Grã-Bretanha firmando seu imperialismo e prosperidade na época. As minas propiciaram a preparação para a Independência do Brasil, onde os mineiros resolviam seus próprios problemas já que não podiam contar com o apoio da Metrópole que oprimia e controlava a população por causa de sua ganância devoradora.
Nos primeiros anos, o desenvolvimento dos recursos necessários para a implantação de vilas urbanas ( Vila Rica de Ouro Preto) não acompanhou o afluxo dos garimpeiros, então a carência de alimentos e infra-estrutura causavam muita miséria, fome e desordem pois o Fisco só tinha olhos para o tesouro descoberto, criando casas de fundição para controle e desconto do quinto real. A ambição era tanta que a disciplina e a lei não eram respeitados.
A subdivisão de terras, a multiplicação da escravaria e a exploração predatória das minas provocam conflitos, como a Guerra dos Emboabas, onde os portugueses e os paulistas tiveram uma luta sangrenta resultando no incêndio e destruição do Arraial Paulista, hoje conhecido como Morro da Queimada ou, a Revolta de Filipe dos Santos com caráter nacionalista e contra a opressão voraz do fisco. Em 1720, com a criação da Capitania de Minas Gerais, estendeu-se a busca pelo ouro nas regiões próximas como Mariana, Sabará, Caeté, Catas Altas, Santa Bárbara, Morro Grande, São João Del Rey e São José Del Rey (hoje Tiradentes).
As Casas de Fundição, após reservar o quinto do rei fundiam o metal em barras e colocavam o selo oficial. Datada na Bahia em 1694, a Casa da Moeda passou a funcionar no Rio de Janeiro em 1702, pois a abertura do Caminho Novo para o Rio de Janeiro era melhor do que para Salvador, no qual a capital de Salvador foi transferida para o Rio em 1793 permanecendo a Vila de Parati o porto de saída do ouro desde o começo do séc. XVIII.
Porém não era só Ouro Preto que possuía essa riqueza aurífera como o Brasil todo, e em todo território mineiro onde havia um rio, um riacho ou córrego bateou-se ouro. Havia metal por todas as partes. O fato que diferenciou Ouro Preto das demais cidades mineiras foi sua condição de sede do Governo Provincial, a maior Casa de Câmara e Cadeia da colônia, a implantação da Casa dos Contos, a vida religiosa e o requinte de uma sociedade intelectualizada pelos seus estudos e sua cultura nas artes.
Foi a capital até o surgimento de Belo Horizonte, já na República e até hoje permanece intocada pelo progresso que o país adquiri dia após dia sendo um dos símbolos da nacionalidade brasileira no qual os primeiros passos rumo a liberdade surgiram.
Une um elo de aprendizado, reconhecido pela UNESCO como Monumento da Humanidade, entre o civismo e a História de Arte existentes nesta cidade mineira.
Principais Lugares:
Nome: Cachoeira das Andorinhas
Descrição: Localizada no parque municipal da Cachoeira das Andorinhas. Nascente do Rio das Velhas.
Nome: Capela de Nossa Senhora da Piedade
Descrição: A capela localiza-se no Morro da Queimada, nos arredores de Ouro Preto e é a última das que foram construídas na Serra de Ouro Preto, no antigo Arraial de Ouro Podre, incendiado, por ocasião da revolta chefiada por Felipe dos Santos, em 1720. Essa data coincide com a inscrição que se lê na penha da cruz do alto da empena, acima do telhado, que é certamente uma data de conclusão da obra. É uma das capelas mais antigas de Ouro Preto e com características do primeiro estilo situada num platô e circundada pelas ruínas negras e calcinadas do arraial, no Morro de Pascoal da Silva. A construção em canga, sob a forma de matações é marcante dos primeiros anos do século XVIII e do local; à semelhança das capelas de Sant’Ana e São João, igualmente no Morro da Queimada, mas com a diferença de que os guarnecimentos de portas e janelas são em cantaria.
Nome: Capela de Sant' Ana
Descrição: A capelinha é uma das três que foram construídas no início da fundação de Ouro Preto. Está em ambiente pedregoso, próximo às ruínas da casas dos Paulistas. Ali, ergueu-se o primeiro arraial contemporâneo do Padre João Faria Fialho. Em 1720, por ocasião do incêndio ordenado pelo Conde de Assumar, ela já existia e, até hoje, está conservada.Missas aos Domingos, às 9h Visitação: Consultar a paróquia de Santa Efigênia 3551-5047
Nome: Capela de São João Batista
Descrição: A capela fica localizada no Morro São João, nos arredores de Ouro Preto, antigo arraial de Ouro Fino. É o mais antigo templo de Ouro Preto. Possivelmente foi construída em 1698 pelos primeiros moradores dessa região, que participaram da bandeira de Antônio Dias. Construção de Canga.
Nome: Capela de São José (antiga Capela Imperial)
Descrição: Localizada na rua Teixeira do Amaral, s/n°. A capela fica num terrapleno artificial, contido por muros de pedras, que já sofreram danos, em época remota, exigindo um trabalho de contenção em concreto armado, com atiramento e revestimento da pedra da região. Começou a ser construída após 1752, só sendo concluída após 1811. Substitui a primeira primitiva capela de 1730. O risco do retábulo da capela-mor e da torre são do Aleijadinho, que foi juiz da irmandade. A Irmandade do Patriarca São José foi fundada na Matriz de Nossa Senhora da Conceição de Antônio Dias. Por provisão de Dom Frei Antônio de Guadalupe, foi confirmada em 1730, quando já possuía capela própria. Abrigou, então, a imagem do Senhor dos Passos, que teve que deixar a Matriz do Pilar, por motivo de obras. Em 1785, foram executadas obras no madeiramento da cobertura e muro de arrimo. Até o século XIX a fachada permaneceu a mesma até que, em 1856, a Irmandade resolveu alterá-la. Foram trazidas do Itacolomi as pedras para os cunhais da torre, e os enquadramentos das janelas, e executado novo telhado.
Nome: Capela de São Sebastião
Descrição: Localizada no Morro São Sebastião, nos arredores de Ouro Preto. Há pouca documentação sobre a construção desta capela. Suas características e proporções indicam, entretanto, obras dos meados do século XVIII. Há algumas informações quanto a obras e reparos, feitos em 1837. A pintura interna data de 1886 e a instalação do altar-mor, em 1898. A data de 1724, assinalada pelo Cônego Trindade como sendo da construção da capela, que denomina São Sebastião do Ouro Podre, é alterada para 1776, “quando se mudou para o morro”, o que indica uma reconstrução em outro lugar.
Nome: Capela do Bom Jesus das Flores do Taquaral
Descrição: A capela fica na Rodovia dos Inconfidentes, Km 4 - Taquaral. Foi construída em 1748 no arraial do Ouro Fino, em substituição à capela primitiva de taipa. Primeiramente sob a invocação de Nossa Senhora do Pilar, teve seu nome alterado para Bom Jesus das Flores do Taquaral, em 1855.
Nome: Capela do Padre Faria
Descrição: A capela fica localizada na rua Padre Faria, s/n°,Construída em 1710, quando abrigou a confraria dos brancos do Rosário, expulsa da grande irmandade do Rosário pela maioria dos pretos, sendo reedificada e enriquecida.Missas: terças, quartas e quintas, às 7h; domingos, às 19h30
Nome: Capela do Senhor do Bonfim
Descrição: Localizada na rua Antônio de Albuquerque, 42, antida rua da Glória. Além da devoção popular, essa capela desempenhava uma função sinistra: aos condenados à morte pela forca era permitido ali assistir à missa, antes de sua execução. Segundo a tradição, foi assim que Felipe dos Santos assistiu a missa antes de morrer no patíbulo e ter o corpo esquartejado e seus restos sangrentos arrastados através dos bairros de Ouro Preto, por cavalo bravio.Existe um desenho antigo representando a capela com características diferentes das atuais, inclusive uma sineira dupla externa. É seguro que tenha sido feita uma reforma que modificou totalmente o aspecto primitivo. O Cônego Raimundo Trindade menciona as datas de 1776 para a construção e 1782, para a reconstrução e ampliação da capela. Por enquanto persiste a dúvida.
Nome: Igreja de Santa Efigênia
Descrição: Localizada na rua Santa Efigênia, bairro Alto da Cruz, antigo bairro do Padre Faria. Sua construção é datada de 1720 a 1785. Segundo a lenda essa igreja foi construída por Chico Rei e sua tribo, com o ouro tirado da mina da Encardideira. Talha de Francisco Xavier de Brito e supervisão técnica de Manuel Francisco Lisboa. Vista panorâmica da cidade.A Igreja de Santa Efigênia fica situada no topo de uma colina e acessível por ladeira íngreme, abrange uma larga visão sobre a cidade. Ao chegar ao alto da ladeira, há que subir 42 degraus de uma ampla escadaria de pedra em dois lances, fechada na base por uma grade e portão. A igreja está situada sobre uma plataforma e tem um anexo, do lado esquerdo, o portão do cemitério da Irmandade, obra que deve ser um acréscimo do século XIX. |
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